Holding familiar em 2026: por que a Reforma Tributária tornou o planejamento urgente
A holding familiar é uma empresa criada para organizar e proteger o patrimônio da família — imóveis, investimentos e participações em outras empresas. Em vez de deixar tudo para o inventário, que pode durar anos e custar caro, a holding permite transferir os bens de forma planejada, ainda em vida.
Em 2026, esse planejamento ganhou urgência. A Reforma Tributária ampliou o ITCMD — o imposto sobre herança e doação — em vários estados, inclusive com a adoção de alíquotas progressivas. Famílias que estruturarem a holding antes da plena vigência das mudanças tendem a pagar significativamente menos do que quem deixar para depois.
A comparação com o inventário é direta. O inventário pode durar de 2 a 5 anos, custa entre 6% e 10% do patrimônio e, na via judicial, depende da Justiça. A holding viabiliza a transferência planejada, com redução da carga tributária e sem inventário judicial.
A holding não é indicada para todos os casos — depende do perfil do patrimônio, da composição familiar e dos objetivos de sucessão. Por isso, o primeiro passo é uma análise técnica do seu caso concreto, considerando custos de constituição, manutenção e os instrumentos complementares (doação com reserva de usufruto, acordo de sócios, protocolo familiar).
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